Após seus 50 invernos de vida, Alp resolveu que era hora de buscar mais sobre o mundo em que vivia e entender o sentido da existência de todas as coisas. O único modo de fazer isso era buscar coisas novas e observá-las, aprendendo que cada coisa tem um lugar no ambiente e a interferência ou interrupção de seus ciclos nem sempre é a melhor abordagem, mas pode também levar a consequências admiráveis, já que o caos, assim como a ordem, o bem e o mal, fazem todos parte da existência. Ele partiu, deixando sua floresta em uma peregrinação para lugares desconhecidos e povos distantes. Conversando e interagindo com animais, plantas, seres que conhecia e seres que nem tinha certeza se eram vivos, Alp sempre buscou o entendimento da existência e todas as suas nuances. Em sua jornada, após se passaram incontáveis estações, Alp se deparou com uma caverna profunda e escura. Sua curiosidade o levou pelos tortuoso caminhos rocha adentro, sem sequer pensar em como faria para voltar. Depois de dias a caminhar, passando por túneis, aberturas e abismos na escuridão quase completa, evitando seres que nunca imaginou existirem, foi quando aconteceu. O chão tremeu. Primeiro como uma pequena vibração, mas logo uma completa convulsão das entranhas da rocha. De repente, o chão se abriu debaixo de seus pés e ele foi engolido pela escuridão. Quando acordou, Alp se viu na margem gramada de um rio, numa terra que não havia estado ainda (nada de novo nisso). Ao caminhar por algumas horas, se deparou com uma cidade, onde entrou e descobriu que se chamava Porta do Diabo.

