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Fumaça da Montanha Azul

Posted: Mon Apr 29, 2019 6:51 am
by Grimm
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Fumaça naceu e cresceu junto com sua tribo que habitava as selvas na encosta da Montanha Azul, no continente de Maztica (Forgotten). Desde cedo, sua curiosidade pelo mundo à sua volta o levava a lugares perigosos... e às vezes proibidos. Como todo Tabaxi, ele se movimentava usando de seu silêncio e camuflagem para se aproximar despercebido de ua presa ou onde quer que fosse. Não demorou muito para que logo se cansasse dos seus arredores resolvesse partir para lugares mais distantes e, como nenhum dos Tabaxi tinha muito contato com povos "civilizados", poucos deixavam suas vilas para viverem em cidades. Não havendo quase nenhuma informação sobre esses lugares, foi para lá que Fumaça resolveu seguir, chegando após algum tempo à grandiosa cidade de Nexal.

Inicialmente, Fumaça sobreviveu ganhando a vida de modos questionáveis, longe dos olhos da guarda da cidade. Mas um dia, numa tentativa de roubo à casa de um gnomo bastante rico, Fumaça se distraiu com uma linda borboleta vermelha e não conseguindo se conter, saltou atrás dela, derrubando uma estante e todas as suas garrafas no processo, resultando em sua captura. Ao invés de sacrificá-lo ou entregá-lo às autoridades, o gnomo resolveu que Fumaça pagaria a sua dívida trabalhando para ele, fazendo reparos na casa e servindo de gato de guarda contra futuros ladinos com intenções parecidas. Com o tempo, fumaça adquiriu muitos conhecimentos trabalhando para o gnomo, inclusive carpintaria e a própria língua de seu mestre. Ele passava muito tempo analisando todos os itens estranhos na casa do gnomo, principalmente o grande mecanismo no porão, no qual o gnomo passava boa parte de seu tempo concentrado estudando. O mecanismo parecia um grande anel com a base presa ao chão. Ao seu lado, um painel com uma fenda, onde o gnomo tentava de diversas formas decifrar, como se fosse a fechadura de alguma porta invisível.

No grande Monte Zatal, perto de Nexal, o gnomo ia repetidas vezes para buscar informações dos Antigos que lá viviam sobre o que eles poderiam saber sobre o mecanismo. Eles não eram muito respeitosos ou simpáticos, mas um entre eles tratava com o gnomo. Por segurança (ou pelo aprendizado) ele sempre levava Fumaça junto para que pudesse usar suas habilidades sorrateiras e evitar os Antigos menos amigáveis. Aos poucos ele também aprendeu do gnomo, os rudimentos da linguagem daqueles seres que nunca deixavam a escuridão de suas cavernas, mas sempre os enxergou seus atos com desconfiança, pronto para se defender ao primeiro sinal de ameaça.

Certo dia, Fumaça ouviu um grande barulho vindo do porão. Quando chegou lá viu que os Antigos haviam feito túneis até o local e agora indundavam o salão com suas aranhas gigantes e flechas envenenadas. O gnomo que lá tentava decifrar o segredo do mecanismo os combatia usando suas poções enfumaçadas e raios mágicos que derrubavam os invasores. Fumaça lançava flechas e adagas, cadeiras e garrafas, qualquer coisa que estivesse à mão, mas eles eram muitos. Por fim o gnomo, já ferido, fez a sala toda arder com uma luz forte que cegou os Antigos. Com muito esforço, o gnomo colocou uma pequena tábua de pedra dentro da fenda do mecanismo, fazendo com que todo espaço no meio do anel acendesse e se tornasse como água de um lago. "Vá Fumaça, é hora de você continuar sua busca" falou o gnomo gesticulando em direção ao lago estranho. Fumaça não entendeu muito o que ele quis dizer, mas caminhou desconfiado até o brilho. Antes de atravessar, ele hesitou, apenas para ver o gnomo lendo um pergaminho e a sala inteira começando a ficar muito quente. Era hora de ir e Fumaça saltou para dentro.

Do outro lado, Fumaça estava numa planície à beira de um lago. Ele não conhecia o local, mas podia ver que um rio fluia por ali. A porta estranha não brilhava desse lado e nada passava por ele, então, após esperar algum tempo, resolveu seguir o rio para ver onde ele chegava, sempre de modo sorrateiro e silencioso, prefeindo se movimentar durante a noite. Foi necessário atravessar alguns outros rios menores no caminho, mas depois de algum tempo ele chegou em uma estrada que o levou à seu novo lar: FogoVivo.